Tudo que eu sei, tudo que parecia ser real, já não existe mais. O que eu acreditava, as emoções que em meu coração estava, já não soam mais. Todas as promessas, os choros, as palavras e os momentos já não me tocam mais. Quanto mais eu cresço, mais minha vida muda de rumo, menos eu sei. E com tantos acontecimentos, tantas decepções, tantas liçoes; isso me fortalece. São vidas a mais pra mim, são motivos a mais pra não deixar de tentar.
E tudo que eu já vi nesse mundo, todas as coisas que nele acontece. As brigas sem motivo, crianças deixando de acreditar no futuro ainda cedo; meus medos voltam pra me assombrar. E quanto mais eu vejo, menos eu cresço.
Então você aparece, cheio de si, mudando toda a minha vida e o rumo dela. Chega mostrando que o mundo não é só de medo e decepção. me mostra que tentar é a unica solução, e que desistir é só pra aqueles que não sabem o que é viver.
A gente não escolhe quando nascer, mas também não escolhe quando morrer. Então, tente mudar isso. Viva intensamente, sem ter medo de errar. Pra todo erro tem uma solução; pra todo erro tem um perdão.
E quanto ao passado? Releve. Não o esqueça, apenas leve-o como lição de vida. Ele te condena, mas te ensina se não o negar, voltar nele e aprender um jeito novo de viver.
Garotos nos ensinam isso, se você der uma boa fuçada no seu interior. Ensinam que você já foi muito boba em acreditar em uma final feliz logo de cara, em se entregar e deixar tudo pra depois e menos ele. Ensinam que promessas podem e não podem ser cumpridas. Ensinam que amor demora nascer, e que o máximo que você poderia sentir por ele era atração e paixão. Amor de verdade não acaba, machuca mais, te destrói.
E mesmo assim você vive, vive pra sofrer e mostrar que tem como voltar atrás. Que tem como dar a volta por cima, voltar a ser você mesma e continuar como se nada tivesse acontecido. Óbvio que não vai ser fácil, até porque se tudo fosse fácil, qual seria a graça de cair, levantar e cair inúmeras vezes? E você vai em frente, seguindo seu caminho até você sorrir lá na frente e pensar "Cara, como eu era bobinha".